sexta-feira, 9 de março de 2012

O TER e o SER

Por Ariana Silva



Se o famoso poeta e dramaturgo inglês William Shakespeare vivesse nos dias de hoje, seu personagem Hamlet provavelmente teria dito essas palavras “Ter ou não ter, eis a questão”.
Em minha infância, lembro que meu pai costumava dizer: Filha, você pode ser o que quiser, a única coisa que te peço é que não pare de estudar. O conhecimento é o maior tesouro que uma pessoa pode ter e ninguém conseguirá roubá-lo de você.
Como essa frase mudou minha vida!
Depois disso passei boa parte da minha, ainda pouca, existência, buscando o máximo de conhecimento sobre tudo que me interessava, a vida se tornou uma aventura pra mim, e cada dia mais emocionante, tudo por conta dos livros que eu lia, filmes que assistia, das ótimas conversas que tinha com meus amigos.
Foram bons tempos, claro, cada geração tem sua própria cultura e isso me deixa um pouco triste. A geração de hoje é movida à base do Ter, eles não querem mais saber sobre nada, pra essa geração, que alguns dizem ser o “futuro do País” (estamos todos perdidos), o importante é consumir...

Sobre o homem da minha vida

Por Carolina

Não; eu não estava procurando o homem da minha vida. Não foi por isso que eu deixei tudo para trás e troquei as fechaduras e alguns números necessários. Eu não pensei, em momento algum, em me afastar de tudo para viver um novo, e belo, amor-água-com-açucar-digno-de-sessão-da-tarde. Eu não saí em busca de nada e nem caçando homens por aí, como uma loba selvagem. Não listei os mais interessantes e cultos e canalhas. Esses são os meus favoritos: interessante, culto e canalha.
Aquele amigo que beija bem adora inglês e lê bons livros ou aquele professor de história que todo mundo diz que faz atrocidades na cama: os melhores.
Aqueles que têm tudo para dar certo e que, exatamente por isso, não dão. E você é tão ciente que sabe que vai ceder e que vai rolar, por pura sacanagem, e os telefones não vão tocar no dia seguinte.


DICA DE FILMES

Como sou apaixonada por filmes de Zumbis, e isso não é novidade, resolvi nessa edição, indicar dois dos meus filmes favoritos sobres essas criaturas adoráveis.
Espero que vocês gostem se não gostarem, como dizia o meu avô: O problema é de vocês.
 

APROVEITEM!!!

LER É UMA AVENTURA

Quem gosta de um bom livro, está convidado a fazer parte desse cantinho literário, onde eu, Helena Young, indicarei os seus melhores companheiros nessa incrível jornada ao mundo da Literatura.

DICAS DO MÊS

PERSÉPOLIS (completo)
Sinopse: 'Persépolis' é a autobiografia em quadrinhos da iraniana Marjane Satrapi, que inclusive, já foi publicada em volume único, que reúne as quatro partes da história.
Marjane Satrapi tinha apenas dez anos quando se viu obrigada a usar o véu islâmico, numa sala de aula só de meninas. Nascida numa família moderna e politizada, em 1979 ela assistiu ao início da revolução que lançou o Irã nas trevas do regime xiita - apenas mais um capítulo nos muitos séculos de opressão do povo persa. Vinte e cinco anos depois, com os olhos da menina que foi e a consciência política à flor da pele da adulta em que se transformou, Marjane emocionou leitores de todo o mundo com essa autobiografia em quadrinhos, que só na França vendeu mais de 400 mil exemplares. Em 'Persépolis', o pop encontra o épico, o oriente toca o ocidente, o humor se infiltra no drama - e o Irã parece muito mais próximo do que poderíamos suspeitar.
Essa história vale muito à pena, então, pra quem não gosta de ler, vai ai uma grande notícia, o livro já ganhou sua versão na tela grande, que foi lançado em 2007 e dirigido por Vincent Paronnaud, com ajuda da própria Marjane.


De Nosferatu a Crepúsculo a decadência do vampiro

Quando escreveu seu livro “Drácula” em 1897, o irlandês Bram Stoker, não imaginava que 108 anos depois, aquela criatura, baseada no Conde Vlad III (Vlad, o Empalador), Príncipe da Valáquia, temido por seu sadismo e ferocidade, seria transformado, pela escritora Stephanie Meyer, em um animal domesticado, vegetariano, insosso, totalmente comercial e que, ainda por cima, brilha a luz do sol, dando início assim, à triste decadência da espécie.
É difícil aceitar que os vampiros tenham se transformado em algo tão vergonhoso, quando você é de uma época em que os eles realmente metiam medo, eram sedutores, e dificilmente deixariam a mocinha indefesa escapar sem antes lhes pregar suas presas fatais, como em Nosferatu, A Sombra do Vampiro, Entrevista com Vampiro, entre outros, nem Nicolas Cage, em O Beijo do Vampiro, ficou tão ridículo.
 As histórias de vampiro, que nos fascinam desde sempre, são recontadas de maneiras diferentes e dizem muito sobre sua época e como vivemos em uma decadente, em que só o que importa é o lucro, e os adolescentes atuais jamais se interessariam por uma criatura a lá Nosferatu, muito mais fácil inventar, usando o mito antigo, criaturas novas, “sedutoras, inofensivas, politicamente corretas”. Com uma receita como essa, podemos facilmente explicar porque a saga Crepúsculo, da autora americana Stephanie Meyer, de vampiros vegetarianos, que usam seus caninos, única e somente para perfurar alface e outras verduras, atingiu tamanho sucesso.

DUBLADO X LEGENDADO

O comportamento dos brasileiros na hora de ir ao cinema mudou. Se nas décadas de 80 e 90 assistir a filmes legendados era a preferência, isso não é o que acontece agora.
Claro, encontrar filmes dublados não tem sido exclusividade apenas de quem sai de sua casa para assisti-los em tela grande, essa “moda”, apoiada puramente por ser lucrativa, invadiu os canais de TVs por assinatura, o que significa: ‘Não estamos nem ai para sua preferência’ claro que isso, além de ofensivo, é de certa forma um péssimo sinal para as pessoas, que assim como eu, preferem assistir aos filmes em seu idioma original, ou seja, em toda sua emoção e glória.
Já perdi totalmente o interesse em ir ao cinema, sempre que chego à fila para escolher o que assistir, é a mesma decepção, só o que mudo é o lugar.
Algo precisa ser feito. No meu ponto de vista, que outras pessoas podem discordar, algumas vezes a dublagem acaba por deturpar o sentido original da fala no filme, o que dificulta o entendimento, e destrói qualquer possibilidade de sensibilização por parte do espectador. Frases podem ser traduzidas de maneira incompleta ou perder totalmente o significado para se encaixar no tempo de fala do ator, e isso, para os amantes da Sétima arte é inadmissível. Veja bem, devo deixar bem claro, nada contra o trabalho dos dubladores.

terça-feira, 6 de março de 2012

Revista III - Promoção

A Revista III está realizando a promoção "Curta a Revista III e concorra ao box da Primeira Temporada de Dexter"
Para participar basta CURTIR a nossa página no Facebook (https://www.facebook.com/RevistaIII), clicar em 
QUERO PARTICIPAR e pronto, depois é só torcer.
Assim que atingirmos o número de 500 fãs, realizaremos o sorteio.


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Não fique fora dessa!!!