segunda-feira, 16 de julho de 2012

CONFESSO

Por Camila Barbosa

Na ânsia de escrever não escrevo nada.
Por tentar dizer e não poder, não querer; me esqueço.
Esqueço as palavras, a loucura, as doçuras.
Me esqueço das lagrimas no fim.
Mas o peito continua aberto – e o sorriso largo.
Não pego o lápis, já não sujo as mãos de tinta.
Poderia dizer: Relaxa, Camila, é crise”, mas eu sei que enfiar o dedo na garganta já não me satisfaz.
Não tenho o que dizer, não digo.
Não posso escrever, não sou.




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Imagem: Divulgação 

quinta-feira, 12 de julho de 2012

ADEUS, MR. MC DONALDS

Por Carolina Andrade
carolinside@gmail.com                

O inevitável aconteceu. Durante o último encontro promovido pela Organização Mundial de Saúde (OMS), líderes de diversos países chancelaram o documento que decreta a extinção imediata da maior rede de restaurantes fast food do mundo: Mc Donalds.
Apesar de uma brecha na lei que permita uma última instância de recurso por parte da marca, acredita-se que ela não será atendida em hipótese alguma. A decisão foi pautada em longas e numerosas discussões ocorridas durante os últimos dois anos, e teve como principal parâmetro o texto das novas diretrizes para a saúde mundial, conhecido como Diretrizes da Educação Alimentar e das Medidas Preventivas em Prol da Saúde Humana (ou EAMPSH).
Logo após a reunião, que oficializou o documento que obriga o Mc Donalds a retirar suas lojas  de todas as praças que ocupe no mundo, os líderes das nações presentes na votação, a presidente da OMS e o Secretário Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) se pronunciaram publicamente a respeito da decisão.
A oposição do caso ficou por conta de poucos manifestantes que bradaram gritos de defesa à liberdade de escolha e acusaram os envolvidos de interferir na autonomia dos indivíduos. As críticas foram mencionadas e rebatidas no discurso do presidente norte americano que figura como maior defensor da extinção da rede fast food, sob os argumentos de que a humanidade já evoluiu o suficiente para não precisar mais dos serviços do Mc Donalds.
A todos nós uma única pergunta resta: como será a sociedade pós Mc Donalds? 



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Aviso: As informações contidas nesse texto não são verdadeiras. Ele foi escrito unica e exclusivamente para exercício da criatividade. 

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SANTA ISABEL - PROJETO: UM OUTRO OLHAR DO “PARAISO” - PARTE 3


Olá, pessoal.
Aqui estão mais três fotos do nosso projeto "Um Outro Olhar do Paraíso". Esperamos que gostem e que todos passem a ver Santa Isabel através de uma perspectiva diferente.

Foto: Horn Lima
Foto: Horn Lima
Foto: Horn Lima

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quarta-feira, 11 de julho de 2012

Governo proíbe FUNK por consistir em música com teor sexualmente apelativo

Por Amanda Galdino

(‘É poluição sonora que consiste na degradação da cultura brasileira.’
- Afirma um dos deputados que votou a favor da nova lei.)


Há cerca de um mês, devido a uma manifestação da população diante da influência do FUNK com relação aos jovens e adolescentes, foi proposta no Senado, uma lei que proibisse músicas de conotação sexual.
A manifestação começou após ser postado na internet, um vídeo de um baile FUNK, onde menores de idade reproduziam fielmente a letra de uma canção da ‘cantora’ Valeska Popozuda.
As imagens apresentavam garotas com cerca de treze e quatorze anos semi-nuas rebolando e fazendo insinuações sexual. O vídeo, que teve mais de 300.000 views, chocou a população que se deu conta que as letras do estilo musical são uma forma de incentivo se ouvidas por pessoas influenciáveis.
A lei entrou em votação na última quarta-feira, dia 20 de Junho de 2012. E foi aprovada de forma quase unânime.
Fica então proibida a produção/divulgação de música que tenha teor sexual que possa induzir comportamentos impróprios.
Em entrevista, Júlio Prado, deputado que votou a favor da nova lei, deu a seguinte declaração: “O grande problema é que deixou de ser música pra ser propagação da pornografia. Desde o início deixei claro que era a favor da proibição desse estilo ‘musical’. É poluição sonora que consiste na degradação da cultura brasileira.”
Obviamente, uma boa parte da população foi contra a aprovação da lei, principalmente os cantores do determinado estilo. Ao ser indagada sobre o que pretendia fazer, agora que sua ‘música’ não pode mais ser reproduzida, a cantora Valeska Popuzada, disse o seguinte:
“Acho um absurdo. Não faço música pra induzir ninguém, apenas falo sobre quem eu sou. Agora que não posso mais ter minha liberdade criativa, talvez eu vá ser Panicat. Ou qualquer outra coisa que rebole e mostre meu corpo, que é meu ponto forte.”
Então foi decidido: nada mais de FUNK tocando por aí.
Fica a revolta dos fãs do estilo, e fica também o agradecimento daqueles que não agüentavam mais ter seus ouvidos agredidos com tamanha falta de criatividade musical.

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Jackson do Pandeiro ressurge em meio ao sertão paraibano

Por Talita Rocha da Silva 

Ao meio dia de hoje seu Jacksu ressurge da rachadura catinguenta pondo bebop no samba e fazendo a Ema gemer novamente. Em um sol de rachar os “coretos” (sinônimo de cabeça) como diria o cantor, seu Jacksu só quer saber de cabeça feita, não quer jogar conversa fora se o papo não estiver legal ele vai embora de novo sem boogie woogie, sem pandeiro e sem violão. Declarou que hoje a moda é a chatice de falar muito e tocar pouco. “Muito facebook”. 
Quando perguntamos qual o motivo de sua volta, seu Jacksu disse que queria conhecer um cantor de rap doido de São Paulo. Disse que esse tinha o santo forte para o bicho grande da cidade, não arredava o pé da luta.
Tentamos descobrir quem era esse misterioso cantor de rap, mas seu Jacksu só respondeu: “É só mais um Zé da Paraíba sem eira nem beira, desconjurado, sem pai nem mãe”. Perguntamos a ele o que achava de São Paulo seu Jacksu respondeu: “Se tiver cachaça, acho bom”. Depois se foi porque o “falatório” estava se alongando muito, segundo ele.

Veja mais textos da sétima edição em:
http://revistaiii.blogspot.com.br/2012/06/revista-iii-setima-edicao.html
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Foto: Divulgação

Primavera, verão, outono,inverno... e Primavera

Por Letícia Santos

Sei o que estou fazendo aqui: estou improvisando. Mas que mal tem isto?”
CLARICE LISPECTOR


São Paulo, 28 de fevereiro de 2020.

Segundo a Wikipédia: “O período quente era dividido em três fases: o Prima Vera (“ primeiro “verão”), oTempus Veranus ("tempo da frutificação"), e o Æstivum ("estio"). O período frio era dividido em apenas duas fases: o Tempus Autumnus ("tempo do ocaso"), e oTempus Hibernus, a época mais fria do ano, marcada pela neve e ausência de fertilidade. Posteriormente, convencionou-se, no Ocidente, dividir o ano em somente quatro estações. Em certas culturas ainda dividem o ano em cinco estações, como a China. Países como a Índia dividem o ano em apenas três estações: uma estação quente, uma estação fria e uma estação chuvosa. Já no continente Africano, países como Angola só têm duas estações, a das chuvas, e a seca “

Manhã com tempo chuvoso, mas mesmo assim a cidade não esconde toda euforia diante da notícia: AS ESTAÇÕES DO ANO SERÃO OPCIONAIS. Desse modo, mais do que temperaturas e eventos climáticos, o mundo poderá escolher as sensações, que cada período oferece.
Então, o início dessa notícia, com o tempo chuvoso, justifica o que sinto agora. E por mais que seja inadequado surgir a primeira pessoa nesse momento, os parâmetros da escrita, que me perdoem, mas o livre arbítrio das temperaturas e climas me concede as sensações, que me são de direito, e o modo indireto não me convém nesse instante, que escrevo.



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sexta-feira, 6 de julho de 2012

O CONTRA-ATAQUE

Por Marcus Vinícius


 Era dia de clássico. A rivalidade entre os dois times ultrapassava as quatro linhas do gramado e estendia-se até as arquibancadas e bairros da cidade. Durante a semana, os meios de comunicação colocaram essa partida como o evento mais importante do país. Deixaram de denunciar a corrupção nacional e o descaso da saúde pública para alienar a população com o futebol, que, diga-se de passagem, é a paixão nacional.
 Na véspera do confronto  houve muita provocação entre os dirigentes dos dois clubes. Talvez fosse uma estratégia para deixar o clássico com clima de batalha e assim, incentivar os torcedores a comparecerem ao estádio.
Os jogadores pediam aos torcedores que lotassem todos os espaços daquele grande templo do futebol. Alguns telejornais entrevistaram torcedores nas ruas para mostrar como estavam seus corações em relação ao grande duelo.
Muitas estratégias foram usadas para fazer deste clássico, assunto principal no meio da sociedade.
Finalmente, o dia chegou. Grande contingente policial ao redor e nas imediações do estádio. A imprensa estava frenética. Todos estavam ansiosos para saber quem ganharia esse importante duelo.
Na sede das torcidas organizadas de ambos os clubes, torcedores eufóricos ao som da bateria, cantavam gritos de guerra e se preparavam para sair rumo às arquibancadas.
Chegada a hora, guardaram as bandeiras e os instrumentos, entraram nos ônibus e saíram.
Eram milhares de torcedores. Estavam dispostos a guerrear. Não demonstravam medo. Portavam-se como guerreiros.
Os cidadãos que caminhavam pela calçada se espantavam com os gritos enlouquecidos que vinham das janelas dos ônibus. Algumas pessoas até entravam em estabelecimentos para se proteger de um eventual conflito.
Mas, apesar do clima que envolvia aquele domingo, a caravana não seguiu o caminho que levava ao estádio. Pelo contrário, seguiu em direção ao centro da cidade onde acontecia um protesto contra alguns políticos que desviaram dinheiro público.
De repente, as torcidas rivais se encontraram na última avenida que levava até à manifestação. Todos desceram dos ônibus e, ao som da bateria e com as bandeiras levantadas, marcharam até a multidão.
Pediam justiça e diziam que estavam cansados de ver o "circo" que é a política brasileira. Alguns, mais enfurecidos, comentavam que havia chegado a hora de combater com as próprias forças esse "câncer" que dominou o governo nacional.
Um pouco longe dali, no estádio, ninguém entendia o que estava acontecendo. Os repórteres e dirigentes dos clubes se perguntavam o porquê do estádio estar vazio. Na verdade, no íntimo de cada um, havia medo. Medo do brasileiro se libertar da alienação do futebol e resolver lutar pelos seus direitos constitucionais.

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